O Rio Tietê voltou a estampar as manchetes com um espetáculo lamentável: um “mar” de espuma branca cobrindo extensos trechos na cidade de Salto, interior de São Paulo. A cena, que já se tornou um triste cartão-postal da poluição, é um reflexo direto do descaso com o mais importante rio paulista.
A poluição, infelizmente, não é novidade por aqui. Cargas de detritos e efluentes domésticos e industriais são incessantemente despejadas no rio ao longo de sua bacia, especialmente na região metropolitana da capital. Quando essa água poluída chega às quedas d’água naturais de Salto, a agitação gera a formação dessa espessa camada de espuma, um resultado da decomposição de matéria orgânica e de resíduos químicos como detergentes.
A Origem da Problemática Espuma
As imagens aéreas do trecho, capturadas recentemente, revelam a extensão desse fenômeno que transforma a paisagem natural em um cenário quase surreal. A Prefeitura de Salto esclarece que a origem do problema está no despejo de resíduos e matéria orgânica sem tratamento adequado, que se acumulam no curso d’água conforme avança pelo estado. É a inércia da bacia hidrográfica, que, ao receber essa carga de contaminantes, reage de forma visível e preocupante nos pontos de maior turbulência.
A solução para esse drama ambiental, segundo as autoridades locais, reside na interrupção do lançamento de poluição pelas cidades que margeiam o Tietê, desde a Grande São Paulo. Enquanto essa medida fundamental não for efetivada, Salto e outras localidades continuarão a conviver com a espuma. A Secretaria de Meio Ambiente do município tem monitorado a situação e participa ativamente de discussões em comitês de bacia, buscando soluções para reverter a degradação e restaurar a qualidade das águas deste rio vital para o estado.



