A dimensão da tragédia que vitimou três pessoas no lago da Usina Rialma, em Iporá, Goiás, ganha contornos ainda mais dramáticos. As vítimas despencaram de uma altura impressionante de 35 metros, o equivalente a um prédio de dez andares, após a canoa em que estavam ter o motor paralisado e ser arrastada em direção ao vertedouro da barragem.
O acidente, ocorrido no último domingo (10/5), teve apenas uma sobrevivente, Vanessa Silva, que milagrosamente escapou da fúria das águas. Maxwell Alves de Oliveira, Dinei Marinho e Mábia Gomes de Oliveira não tiveram a mesma sorte, sendo tragados pela correnteza. Seus corpos foram localizados e resgatados pelo Corpo de Bombeiros na terça-feira (12/5), após intensa busca.
A Sobrevivente: Uma Luta Contra as Adversidades
Vanessa Silva protagonizou uma verdadeira saga de sobrevivência, permanecendo por cerca de 40 horas abrigada em uma mata fechada após o acidente. Ela foi a única ocupante da embarcação a utilizar colete salva-vidas, o que provavelmente contribuiu para que conseguisse se manter à tona e alcançar a margem. A vítima sofreu múltiplas fraturas na cabeça, braço e pernas, e está internada no Hospital de Urgências Otávio Lage de Siqueira Filho (Hugol), em Goiânia, onde já passou por cirurgia.
O resgate de Vanessa foi complexo e exigiu a perícia dos bombeiros, que precisaram nadar até ela e improvisar uma maca com cordas e galhos em uma região de difícil acesso, repleta de pedras. Um funcionário da usina foi quem ouviu os pedidos de socorro e avistou a mulher, dando o alarme para a operação de salvamento. O delegado Ramon Queiroz informou que Vanessa será ouvida assim que seu estado de saúde permitir, para esclarecer a dinâmica do acidente e apurar possíveis responsabilidades.


