A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da 14ª Delegacia de Polícia (Gama), está empenhada na captura de Kauã Barbosa Queiroz, o quarto e último suspeito envolvido na brutal agressão e roubo de um torcedor da Ira Jovem do Gama. A ação acontece após a bem-sucedida Operação Orgulho Alviverde, que resultou na prisão de três outros homens em Ceilândia na última quarta-feira, consolidando um avanço significativo na investigação desse crime que chocou a capital federal.
O incidente ocorreu em 25 de fevereiro, nas imediações do Estádio Bezerrão, no Gama. A vítima, um jovem de 22 anos, foi covardemente atacada por um grupo que a perseguiu de carro. Imagens de segurança revelam o momento em que o rapaz, ao perceber a aproximação do veículo, tenta fugir, mas é derrubado. Em seguida, três agressores descem do automóvel e o submetem a uma série de socos e chutes, antes de subtrair seu celular e empreender fuga.
Práticas Bárbaras e Objeto de Ostentação
A investigação policial revelou que os agressores seguem um padrão criminoso conhecido como “ir atrás de um troféu”. Esta prática consiste em atacar torcedores rivais com o objetivo de agredi-los e subtrair itens de vestuário, como camisetas, que são posteriormente utilizadas como símbolos de ostentação e afirmação dentro das torcidas organizadas. Essa modalidade de violência, que transforma a paixão futebolística em pretexto para atos de barbárie, tem sido alvo de rigorosa apuração por parte das autoridades.
As diligências da PCDF foram cruciais para a identificação de todos os envolvidos, incluindo um adolescente, e também para a apreensão do veículo utilizado no crime. Diante da brutalidade do ato e da escalada da violência em torno de eventos esportivos, a Polícia Civil reitera seu compromisso em não tolerar quaisquer atos violentos praticados por grupos que se deslocam para a cidade do Gama em dias de jogos, prometendo rigor na aplicação da lei para coibir tais ocorrências.



