A identidade do homem detido por acusações de racismo e homofobia durante um voo da Latam, na última sexta-feira (10/05), foi revelada como Germán Naranjo Maldini. Ele é um executivo da empresa Landes, que rapidamente se manifestou sobre o ocorrido após a repercussão do caso.
A confirmação do envolvimento de Maldini partiu da própria Landes, que emitiu um comunicado oficial. Nele, a companhia expressou sua consternação e repudiou veementemente as ações de seu colaborador, ressaltando o choque ao tomar conhecimento dos fatos através dos meios de comunicação.
Empresa repudia conduta do executivo
No comunicado, a Landes deixou claro que “tomou conhecimento, através da mídia, dos eventos ocorridos em 10 de maio em um voo comercial da Latam, envolvendo um executivo da empresa”. A companhia enfatizou que condena de forma categórica atitudes como discriminação, racismo e homofobia, reforçando que tais comportamentos são totalmente incompatíveis com os valores da organização e com sua política de não discriminação, que se estende a todos os seus funcionários.
A prisão de Maldini ocorreu no momento em que ele retornava de uma viagem. O incidente que levou à sua detenção, segundo informações da Polícia Federal, aconteceu no domingo anterior, durante o embarque em Guarulhos (SP), em um voo com destino a Frankfurt, na Alemanha. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra Maldini desrespeitando um comissário de bordo e realizando gestos ofensivos, imitando um macaco, o que agravou a situação.
A Latam, por sua vez, também se pronunciou, reiterando seu compromisso com o respeito e a diversidade. A companhia aérea afirmou em nota que “repudia veementemente qualquer prática discriminatória e violenta, incluindo crimes de racismo, xenofobia e homofobia”, sublinhando a intolerância a atos desrespeitosos a bordo de suas aeronaves.


