Em uma medida estratégica para salvaguardar o coração do Brasil, o Governo do Distrito Federal (GDF) publicou nesta sexta-feira (15/05) um decreto que estabelece estado de emergência ambiental entre os meses de abril e dezembro de 2026. A ação, divulgada no Diário Oficial do DF (DODF), visa intensificar e otimizar o combate aos incêndios florestais que anualmente assolam a capital, especialmente o Cerrado.
A iniciativa, que se repete a cada ano, concede ao poder público uma flexibilidade crucial, permitindo, por exemplo, a realização de compras e contratações emergenciais sem a necessidade de licitação. Essa agilidade é fundamental para equipar as equipes e adquirir os recursos necessários no calor do momento, garantindo uma resposta rápida e eficaz diante das chamas. Ao declarar emergência, o GDF busca reduzir significativamente os impactos ambientais, proteger a saúde pública e preservar a rica biodiversidade local, muitas vezes ameaçada pela fúria do fogo.
Ação Integrada para Preservação
O decreto mobiliza os diversos órgãos que compõem o Plano de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais do Distrito Federal (PPCIF). Dentre eles, destacam-se a Secretaria do Meio Ambiente e Proteção Animal (Sema), o Jardim Botânico de Brasília (JBB), o Instituto Brasília Ambiental (Ibram), a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF), a Polícia Militar (PMDF), a Secretaria de Saúde (SES-DF) e a Fundação Jardim Zoológico de Brasília. Essa força-tarefa multidisciplinar é encarregada de adotar as medidas preventivas e de mitigação de danos ambientais necessárias, atuando de forma coordenada para combater as queimadas.
As ações não se restringem apenas ao combate direto, mas incluem também estratégias de prevenção, como as queimas controladas. No último dia 5 de maio, a Estação Ecológica de Águas Emendadas, em Planaltina, foi palco de uma queima prescrita que, embora planejada para reduzir o material combustível, se alastrou além do previsto. Por outro lado, o CBMDF realizou uma operação bem-sucedida de queima controlada no Parque Nacional de Brasília em 14 de maio, cobrindo 583 hectares e seguindo rigorosos protocolos de segurança. Ambas as situações demonstram a complexidade e a importância das estratégias de manejo do fogo para proteger as áreas verdes da região.


