A prévia da inflação no Brasil voltou a subir em março e surpreendeu o mercado. Dados divulgados pelo IBGEmostram que o IPCA-15 avançou 0,44% no mês, acima das projeções de economistas.
No acumulado de 12 meses, o índice chegou a 3,90%, desacelerando em relação aos 4,10% registrados anteriormente, mas ainda acima do esperado.
Alimentos lideram alta e pesam no bolso
O principal impacto veio do grupo Alimentação e bebidas, que subiu 0,88% e teve o maior peso na inflação de março.
Os preços dos alimentos consumidos em casa tiveram forte alta, com destaque para:
- Açaí: +29,95%
- Feijão-carioca: +19,69%
- Ovo: +7,54%
- Leite longa vida: +4,46%
- Carnes: +1,45%
Por outro lado, alguns itens registraram queda, como café moído (-1,76%) e frutas (-1,31%).
Já a alimentação fora de casa apresentou leve desaceleração no ritmo de alta.
Despesas do dia a dia também subiram
Outro destaque foi o grupo Despesas pessoais, com alta de 0,82%, puxado principalmente pelo aumento nos serviços bancários e nos custos com empregado doméstico.
Na sequência, o grupo Saúde e cuidados pessoais subiu 0,36%, influenciado pelos reajustes em planos de saúde e produtos de higiene.
Energia e passagens aéreas pressionam
Outros setores também contribuíram para o avanço da inflação:
- Habitação: +0,24%, com alta na energia elétrica
- Transportes: +0,21%, impulsionados pelas passagens aéreas (+5,94%)
Os combustíveis, por outro lado, tiveram leve queda no geral, ajudando a conter parte da pressão.
Alta generalizada nos preços
Um ponto de atenção é que todos os nove grupos pesquisados registraram aumento em março, indicando uma pressão mais ampla sobre os preços.
Inflação no trimestre desacelera
Apesar da alta no mês, o resultado trimestral mostra um cenário mais moderado. O IPCA-E acumulou 1,49%, abaixo dos 1,99% registrados no mesmo período de 2025.
Entre os grupos, os maiores avanços no trimestre foram:
- Educação: +5,30%
- Saúde e cuidados pessoais: +1,85%
- Transportes: +1,81%


