O atual secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, deve assumir o comando da pasta após a saída de Fernando Haddad. Hoje considerado o número dois da equipe econômica, ele vinha atuando diretamente nas principais decisões do governo.
A mudança ocorre porque Haddad deixará o cargo para disputar o governo de São Paulo. A transição foi confirmada durante um evento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que apresentou Durigan como o futuro responsável pela área econômica.
Trajetória e atuação
Desde que passou a integrar o governo federal, em 2023, Durigan participou da formulação de medidas voltadas ao aumento de arrecadação, incluindo ajustes tributários e a condução de temas ligados à reforma tributária. Ele também teve papel relevante em negociações envolvendo dívidas dos estados.
Antes disso, atuou na Advocacia-Geral da União e, posteriormente, no setor privado, onde ocupou cargo de liderança em políticas públicas no WhatsApp. O novo ministro também já trabalhou com Haddad na Prefeitura de São Paulo.
Formado em Direito pela Universidade de São Paulo, Durigan é visto como um articulador habilidoso e de perfil discreto, com boa interlocução dentro do governo e com setores da economia.
Desafios no comando da Fazenda
Ao assumir o ministério, Durigan enfrentará um cenário complexo. Entre as principais tarefas estão a condução da política econômica em meio ao período eleitoral e o avanço da regulamentação da reforma tributária.
Temas como mudanças em impostos, revisão de benefícios e ajustes nas despesas públicas devem ganhar destaque nos próximos meses. Além disso, o governo busca cumprir metas fiscais e retomar o equilíbrio das contas públicas, o que exige controle de gastos e aumento de receitas.
Outro ponto sensível será a implementação de novos tributos sobre o consumo e a discussão do chamado “imposto seletivo”, que pode impactar produtos como bebidas alcoólicas e cigarros.
Cenário econômico e pressão externa
O novo ministro também terá de lidar com fatores internacionais que influenciam a economia brasileira. Tensões no Oriente Médio, por exemplo, têm pressionado o preço do petróleo, o que pode gerar aumento da inflação e dificultar a redução dos juros.
Com despesas obrigatórias crescendo acima do limite previsto pelo arcabouço fiscal, o espaço para investimentos tende a ficar mais restrito, exigindo decisões estratégicas para manter o equilíbrio das contas.
Diante desse contexto, a gestão de Dario Durigan à frente da Fazenda será marcada por desafios fiscais, pressões políticas e a necessidade de manter a estabilidade econômica do país.



