A tensão na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) atingiu um novo patamar após um incidente envolvendo os deputados Major Araújo (PL) e Amauri Ribeiro (PL). O episódio, que culminou em ameaças abertas, levou Major Araújo a solicitar à Mesa Diretora autorização para portar arma de fogo nas dependências do plenário, alegando estar sob ameaça.
A briga, ocorrida na semana passada, escancarou fissuras internas no Partido Liberal. De acordo com Major Araújo, a medida seria uma resposta às supostas ameaças e agressões verbais que, segundo ele, têm se tornado comuns no ambiente legislativo. “Eu estou apresentando um requerimento para que a Mesa Diretora me autorize a vir para o plenário armado. Porque a gente tem sido aqui alvo de ameaça, agressão, enfim, chamar para os tapas”, declarou o parlamentar durante uma sessão.
Rejeição ao Pedido de Porte de Arma
Contrariando a solicitação de Major Araújo, o presidente da Alego, Bruno Peixoto (União Brasil), foi enfático ao negar o pedido. Peixoto ressaltou a proibição terminante do porte de arma de fogo no plenário, sublinhando que tal conduta não é admissível em um ambiente legislativo. A decisão da presidência busca manter a ordem e a segurança, evitando que a escalada de tensões resulte em incidentes ainda mais graves.
A origem da contenda remonta a um questionamento feito por Amauri Ribeiro ao senador Wilder Morais (PL-GO). Amauri indagou o motivo da ausência do senador em uma votação crucial no Supremo Tribunal Federal. A intervenção de Major Araújo, que rotulou Amauri como um “personagem da direita trans”, atiçou ainda mais os ânimos. O entrevero prosseguiu fora dos microfones, com Major Araújo proferindo ameaças diretas: “Põe a mão em mim para você ver. Amanhã você aparece morto, rapaz. Vagabundo, safado. Me respeita. Quando eu falar, fica calado”.


