A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) decidiu, de forma inesperada, suspender o processo licitatório que visava à aquisição de câmeras corporais para equipar seus agentes em patrulha. A deliberação, que saiu no Diário Oficial (DODF) nesta quarta-feira, partiu do Departamento de Logística e Finanças da corporação, e repercute diretamente nos planos de modernização e transparência da segurança pública.
A interrupção do certame pegou muitos de surpresa, uma vez que a expectativa em torno da implementação dessas ferramentas tecnológicas era grande. Embora a PMDF tenha sido contatada para esclarecer os motivos por trás da suspensão, a instituição não havia se manifestado até o momento da publicação desta reportagem, deixando em aberto as razões para tal reviravolta.
Detalhes da Licitação Suspensa
O pregão tinha como escopo a contratação de uma empresa especializada para fornecer uma solução completa em captação audiovisual. Isso incluía não apenas as câmeras portáteis para as fardas dos policiais militares, mas também os acessórios necessários para sua fixação e licenças de uso ilimitadas, garantindo a plena operacionalização do sistema por todos os usuários.
As especificações técnicas do edital eram ambiciosas, prevendo uma infraestrutura robusta. Entre os requisitos, destacavam-se a necessidade de uma banda de conexão de rede de alta capacidade para upload dos arquivos gerados, liberação de licenças para o software de gerenciamento do Sistema de Controle e Gestão de Evidências (SCGE), e até mesmo a funcionalidade de acionamento remoto e transmissão ao vivo (streaming) via tecnologia LTE. Todo o material gravado seria armazenado em nuvem, garantindo acessibilidade e segurança para a PMDF e a Secretaria de Administração Penitenciária (Siape), que também se beneficiaria do sistema.



